21ST CENTURY SKILLS

A diversidade de inovações que têm ocorrido no século XXI e a velocidade de adoção e incorporação das mesmas na forma como vivemos e como trabalhamos tem colocado grande pressão nas empresas em reformularem o seu modus operandi e proposta de valor sob pena de se tornarem “obsoletas” e perderem relevância.

No campo das inovações de cariz tecnológico, esta necessidade de reformulação e mudança é ainda maior. Sendo que os colaboradores da empresa são os principais “atores” em qualquer processo de mudança, as competências que se exigem a estes têm vindo a alterar-se consideravelmente.

The Economist Intelligence Unit, em Maio passado, apresentou um estudo global com base em questionários a executivos de topo, professores e estudantes com a questão: Which of the following would you say are the most critical skills for employees in your organisation to possess today? Select up to three.

Source: Economist Intelligence Unit

A competência de resolução de problemas é, destacadamente, a mais crítica de todas. Ou seja, a capacidade adquirir informação, questionar o seu conhecimento e criar e experimentar alternativas de resolução é a principal competência que as empresas desejam possuir nos seus colaboradores.

Para completar o “pódio” das competências críticas, destacam-se o trabalho em equipa e a comunicação.

Apesar deste estudo não ter sido focado em nenhum setor ou tipologia de empresa específica, a capacidade de resolver problemas dos nossos clientes, trabalhar em equipa na sua resolução e comunicar as soluções de forma efetiva, são 3 competências essenciais ao negócio da consultoria.

Num mundo dominado pela tecnologia e pelo acesso generalizado à informação, as competências que se espera que cresçam em importância são a literacia digital ou a capacidade de utilizar as ferramentas digitais para criar valor e criatividade ou a capacidade de em condições iguais de informação diferenciar a proposta de valor.

A identificação, captação e retenção de colaboradores que tenham as competências do século XXI é extremamente difícil, nomeadamente à saída da faculdade, pois esta não se encontra adaptada o suficiente para garantir a transmissão destas competências. Daí o esforço/investimento das empresas em desenvolverem programas de formação direcionados para estas competências.

Apesar de, como reportou um especialista entrevistado para o relatório, "os jovens têm uma afinidade inata com a tecnologia, pena é não a utilizarem de forma eficaz”, as empresas têm cada vez mais atenção a estas competências nas entrevistas e testes que fazem no seu processo de recrutamento.