FAZ A GESTÃO DO RISCO OPERACIONAL?

 

O RISCO OPERACIONAL define-se como o risco de perdas ou impactos negativos financeiros, no negócio e/ou na imagem/reputação da organização, causados por falhas ou deficiências na governação e processos de negócio, nas pessoas, nos sistemas ou resultantes de eventos externos, que poderão ser despoletados por uma multiplicidade de eventos.

Para gerir o risco operacional uma organização tem de definir políticas e processos de gestão de risco.


A Organização tem de se fazer as seguintes perguntas:

  • Qual o meu nível de tolerância ao risco?
  • Qual a minha capacidade de resposta face ao risco?
  • Onde estão os riscos nas minhas operações?
  • Como controlo o risco?
  • Como asseguro que os controlos estão a funcionar?
  • Onde estão as linhas de defesa?
  • Estou a medir as perdas provocadas por risco operacional? 

Se numa fase inicial foi o principalmente o setor financeiro a desenvolver e aplicar uma gestão efetiva do risco operacional, principalmente por imposição regulatória, cada vez mais outros setores se encontram sensíveis para o tema, conscientes das perdas potenciais que podem vir a ter se não fizerem a gestão do seu risco operacional, desenvolvendo a função de risco na organização e implementando metodologias de gestão de risco operacional nas organizações.

São diversos os exemplos de gestão de risco operacional no setor não financeiro:

  • Um bom exemplo foi o que as fábricas de automóveis e telemóveis do Japão e da Coreia fizeram na sua cadeia de abastecimento. Estas fábricas dependem de componentes fabricados em outros países, nomeadamente na Tailândia. Em 2012, ano do desastre de Fukushima, foi também uma ano de fortes cheias na Tailândia que paralizaram diversas fábricas neste país. Este desastre natural foi responsável pelo maior volume de prémios que as seguradoras tiveram de pagar precisamente às fábricas japonesas e coreanas que fizeram a gestão deste risco operacional;

E o que são os planos de continuidade de negócio, senão estratégias de mitigação do risco operacional associados a cataclismos?
E numa economia global são também cada vez mais os clientes que exigem aos seus fornecedores terem este risco coberto e assegurada a continuidade de negócio em qualquer circunstância.
 

A LCG tem vindo a desenvolver diversos projetos nesta área ajudando as organizações a incorporarem a gestão do risco operacional nos seus processos de gestão, desde a fase estratégica de definição do modelo conceptual até à implementação de ferramentas de GRC-Governace, Risk & Compliance.